Informações sobre leptospirose, causas, sintomas, prevenção e tratamento da leptospirose, com dicas para diminuição da sua ocorrência.


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Prevenção da leptospirose canina

A principal prevenção se dá pela vacinação dos cães. Porém, a vacina da Leptospirose não está disponível ainda nas campanhas de vacinação do governo, que só fornece a anti-rábica.
Os animais devem ser vacinados pelos Médicos Veterinários exclusivamente. Nas vacinas polivalentes, Óctupla ou Déctupla, já há proteção contra a Leptospirose, sendo que a vacina Déctupla contém mais sorovares que a vacina Óctupla. No entanto, é muito importante saber que o reforço vacinal da Leptospirose é semestral.
Existe uma vacina própria para esse reforço.

Tratamento da leptospirose canina

O tratamento para leptospirose canina consiste basicamente em antibiótico terapia e tratamento de suporte. Os antibióticos de escolha utilizados no tratamento da leptospirose, são: penicilina G procaína na dose de 40. 0000 U/Kg a 80.000U/Kg, a cada 12 horas, na fase de leptospiremia e doxiciclina na dose de 2,5 a 5,0 mg/Kg, a cada 12 horas por duas semanas, para eliminar a fase de leptospirúria 
Quando o animal só desenvolveu a doença por dois dias é bom, pois o tratamento com antibiótico é muito eficiente. Quando está entre dois e quatro dias é reservado, principalmente se já há subicterícia ou icterícia franca, o que revela séria lesão hepática. Se a doença se desenvolve há quatro dias ou mais e há úlceras e odor uréico bucal, com ou sem icterícia, o prognóstico é mau porque as lesões renais são graves e já há grande uremia, podendo o desenlace fatal ser súbito, porque ainda que se, elimine o agente as lesões já podem ser mortais.

Sinais Clínicos e Achados Físicos da leptospirose canina

As manifestações clínicas da leptospirose em cães dependem da idade e imunidade do animal e da virulência do sorovar infectante. Na infecção superaguda os sinais iniciais são febre, anorexia, hiperestesia muscular generalizada, seguidos de vômito, desidratação, taquipnéia, pulso irregular e baixa perfusão capilar. Lesões vasculares e defeito na coagulação podem levar ao aparecimento de hematoquesia, melena, epistaxe e petéquias; em fase terminal o animal apresenta depressão e hipotermia. Esse quadro pode evoluir rapidamente para a morte sem que haja tempo para o desenvolvimento de doença renal ou hepática evidente.
Animais com infecção subaguda apresentam-se clinicamente com febre, anorexia, vômito, desidratação e polidpsia acentuada, podendo as mucosas estar congestas e haver petéquias e equinoses em todo o corpo. Conjuntivite, rinite, tonsilite, tosse e dispnéia ocasionalmente ocorrem e, geralmente, estão associadas. 

Patogenia da leptospirose canina

As leptospiras penetram no organismo pela pele lesada ou mucosa intactas. Após a penetração multiplicam-se rapidamente na circulação sanguínea. A leptospiremia ocorre de 4 a 12 dias pós-infecção. Na leptospirose os alvos primários são os rins e fígado. A leptospira replica-se no epitélio tubular renal e pode causar lesão aguda e insuficiência renal; no fígado pode lesar hepatócitos resultando ocasionalmente em necrose hepática aguda, fibrose hepática e hepatite ativa crônica.